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★ CAPITAL FEDERAL - Brasília 60 anos: busca por interiorizar o país ou blindar a classe política

Foto: Reprodução /Inauguração de Brasília completa 60 anos  Foto: Doc.Films


BRASILIA-DF

O sonho de integrar e servir de modelo social para o resto do país foi colocado na prancheta dos arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Porém, mesmo após seis décadas de história, Brasília, o gigante museu modernista a céu aberto, permanece inacabado. Até hoje não se sabe o custo final da obra iniciada em 1957 e entregue como “concluída” três anos depois.  

A transferência do Rio de Janeiro para um ponto central do território nacional é um dos temas mais instigantes da imaginação política sobre o Brasil. Afinal, o que levou o governo federal a sair do litoral para o coração do país, um lugar ermo, descampado e “sem ninguém”?   

Os altos custos da obra eram vistos como um revés para o então presidente Juscelino Kubitschek, que decidiu tirar do papel o antigo sonho de levar a capital para o interior.  

A justificativa era a necessidade de interiorizar o país. Isso de fato ocorreu, uma vez que diversas cidades importantes como o caso de Goiânia (GO), distante a pouco mais de 200 km do Distrito Federal, prosperaram.  

No entanto, a distância afastou parte do povo conforme previam os críticos. Bernardo Guimarães, pesquisador da FGV (Fundação Getúlio Vargas), fez um estudo que mostra que Brasília é uma das capitais mais isoladas do mundo, e esse distanciamento da população pode colaborar com casos de corrupção.   

“O pressuposto básico é que isolar a capital é um mecanismo de defesa para um governo que não quer prestar contas, que quer se afastar da população”, afirma Guimarães.  

O professor de história da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), Pedro Campos, vai na mesma linha. Autor da tese 
“A ditadura dos empreiteiros”, 
o professor relembra que a construção de Brasília pode ser considerada como o embrião da relação entre o poder político e a recém criada indústria da construção civil.   
“Até a década de 1950, as construtoras tinham seus limites no território do estado ou região. Após JK, elas se infiltraram em Brasília ganhando poder”, analisa.   
Para Antônio Barbosa, professor de história da Universidade de Brasília, a falta de controle dos gastos públicos referentes a obras na capital do país gerou, anos depois, uma desestabilização na economia do país.   
“A construção de Brasília acabou gerando um impulso inflacionário muito grande. Gastou-se muito. Até porque não havia possibilidade de negociar preços. Era pagar o que os fornecedores apresentavam, desde que o material fosse entregue para que a obra fosse concluída”, conclui Barbosa.

   *Da DOC. Films, especial para a CNN Brasil





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