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★ ANÁPOLIS_GO - Morre menina que teve 62% do corpo queimado ao brincar com álcool para matar carrapato

Foto:  Reprodução /Marcello Uchoa/Arquivo pessoal 

Marcella Uchoa, de 10 anos, se acidentou em Manaus e foi transferida para Anápolis, onde faleceu após ficar internada por quase um mês. Segundo o pai, ela teve complicações respiratórias em decorrência do acidente...


A menina de 10 anos que teve 62% do corpo queimado enquanto brincava com álcool para matar um carrapato morreu na tarde de terça-feira (18). Marcella Souza Figliuolo Uchoa estava internada há quase um mês no Hospital de Queimaduras de Anápolis, a 55 km de Goiânia. 

Segundo o pai dela, Marcello Figliuolo Uchoa, de 55 anos, a filha teve complicações respiratórias em decorrência do acidente. 
"Foi o pulmão. Ela se foi ontem, por volta das 17h", disse. 

O G1 entrou em contato, por telefone, às 6h55, com o Hospital de Queimaduras de Anápolis, para obter mais informações sobre o falecimento, mas foi informado que esses dados só podem ser repassados a partir das 8h. 

Marcella teve queimaduras profundas, de 3º grau, no tronco, pernas e braços. Segundo Marcello, apesar do quadro grave da menina, ele e a mulher, Maria Claudiana de Souza, de 44 anos, conseguiram conversar com a filha no último sábado (15), quando ela apresentou uma leve melhora. 


“Apesar de ela estar levemente sedada, a gente conseguiu se comunicar com ela nesse dia, ela estava melhor”, comentou. 

Para ele, o apoio que a família recebeu em Goiás ficará para sempre na memória. 
"Fica aqui o nosso agradecimento a todos daqui, em especial ao pessoal de Anápolis, que desde o começo se dispôs a nos ajudar. Até ontem, tinha gente doando sangue para ela [Marcella], as pessoas nos acolheram muito bem", disse.

De acordo com o pai de Marcella, o enterro será realizado em Manaus (AM), cidade onde aconteceu o acidente no dia 1º de julho e onde mora a maioria dos parentes. A previsão é que ele e a esposa realizem o traslado do corpo e embarquem para a cidade ainda nesta quarta-feira (19). 

A família vivia em Indaiatuba, no interior de São Paulo. No entanto, a empresa onde Marcello trabalha como aeroportuário deu licença não remunerada aos funcionários como forma de amenizar os efeitos da crise. Assim, ele e a família decidiram passar um tempo em Manaus.

Foto: Reprodução /Marcello Uchoa/Arquivo pessoal Marcella Uchoa e pais 


Acidente com álcool 

O acidente aconteceu em 1º de julho, em Manaus, na casa da avó materna de Marcella, enquanto a menina tentava matar um carrapato usando álcool. 


"A Marcella foi manusear álcool gel com álcool líquido na tentativa de matar um carrapato. Ela estava acompanhada do primo e, inocentemente, sem nenhum cuidado, ao acender num copinho o fogo para tentar matar o carrapato, houve uma explosão muito grande e isso pegou fogo no vestido dela", disse o pai. 

A menina, conta o pai, saiu correndo com o corpo em chamas e foi socorrida pela avó. Um motorista de aplicativo viu a menina na situação e a levou ao hospital. A avó sofreu alguns ferimentos ao tentar socorrê-la. Já o primo saiu ileso.

Os pais ainda estavam em São Paulo quando receberam a notícia e adiantaram o voo para Manaus, onde Marcella se queimou. A garota recebeu atendimento em três unidades até chegar em Goiás.

Foto: Reprodução /Marcello Uchoa/Arquivo pessoal Marcella Uchoa 

Após o primeiro atendimento, ela foi levada a outro hospital com UTI para queimados. Em seguida, a menina foi transferida para um terceiro, pois havia a necessidade de um profissional de cirurgia plástica. Por fim, os médicos optaram pela remoção a uma unidade de referência, como a de Anápolis. Marcella deu entrada no Hospital de Queimaduras no dia 22 de julho. 

A transferência de Marcella mudou todos os planos do casal. Eles tiveram que ficar em Anápolis para acompanhar a filha e foram acolhidos em uma ONG, onde viveram ao longo do tratamento em Goiás. 

"Ela chegou bem em Anápolis e comia sozinha. Mas uma semana depois ela foi entubada. Ela teve queimaduras profundas, de 3º grau, no tronco, pernas e braços. Só a cabeça não foi atingida", relatou a mãe de Marcella. 

Apesar de Marcella ter o quadro grave ao longo do tratamento, os pais estavam confiantes na recuperação dela. O casal se apoiou na fé e no apoio recebido de amigos e até desconhecidos para acreditar em sua melhora.


Fonte: G1 Goiás



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