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★ NOSSA HISTÓRIA - Catalão contada por ricos fragmentos históricos.



A Academia Catalana de Letras constata que...


...Um dos locais históricos mais tradicionais em Catalão, é o Morrinho de Santo Antonio. 



Foto: Reprodução /Vista atual da igrejinha de Santo Antonio, no alto do morrinho, na antiga Rua da Grota.

Entretanto, é o menos conhecido da população e bem menos frequentado que os demais. Mas, nem sempre foi assim. Os moradores da velha Rua da Grota guardam na memória as concorridas novenas e os animados festejos de Santo Antonio realizados no cume daquele pequeno morro. 


Tradicionalmente o mês de junho, em Catalão, começava com a Festa de Santo Antonio e se prolongava em comemorações até o dia de São João. Os devotos eram tantos que a comunidade ganhou, há mais de quarenta anos, a denominação de Bairro Santo Antonio.  


A área urbana de Catalão tem três elevações topográficas.   
  • Ao norte, o Morro de São João é o mais alto e conserva interesse turístico pela sua imponente localização.  
  • A sudeste destaca-se o Morro das Três Cruzes que abriga atualmente um centro cultural.  
  • E, na parte meridional uma pequena elevação sustenta, no cume, a capela de Santo Antonio.


Foto: Reprodução /Vista lateral da capela de Santo Antonio depois de reforma.


Um local que evoca interesse histórico e remonta ao primeiro conglomerado de casas na cidade: a Rua da Grota. Teve um tempo em que o centro residencial, comercial e industrial de Catalão esteve nos limites meridionais de sua zona urbana. 

Foi quando se formou a Rua da Grota, paralela ao córrego Pirapitinga, que foi o lugar mais evoluído da cidade. Ali nasceu o comércio pioneiro de secos e molhados e, na estradinha que se prolongava até o Córrego do Almoço, as agroindústrias da carne e do couro se instalaram.  


Na primeira metade do século passado, a parte de cima do bairro, mais distanciada do Pirapitinga, era uma enorme área de cerrado que se prolongava em direção a antiga saída para Goiandira e também servindo de acesso aos povoados de Olhos D'água e Pedra Branca.  


Um dos primeiros moradores daquele terreno deserto, no perímetro urbano, foi o carpinteiro Alan Kardec de Melo que levantou casa nas cercanias do morro constituindo uma enorme e religiosa família.  



Foto: Reprodução /Pequena gruta vazia no pátio da igrejinha de Santo Antonio.


Desde essa época, a devoção a Santo Antonio se tornou o principal culto religioso da comunidade.  

A família do "Seu Lan", como era conhecido, assumiu a responsabilidade e a conservação da capelinha no alto do morro, assim como também da Cruz do Antero que ficava bem de frente à sua residência.  


Durante mais de meio século, os moradores da Rua da Grota realizaram a novena de Santo Antonio, erguendo um rústico coreto e um grande barracão com folhas de buriti no alto da colina, onde promoviam batizados, casamentos, leilões e bailes nas noites de junho.  


Era um grande acontecimento para a comunidade. Tudo muito simples, mas concorrido por se tratar de um santo bastante popular. Por sinal, um dos devotos mais conhecidos chamava-se Arsênio, um alegre baiano que tocava sanfona a noite inteira na época da festa, repetindo quase sempre a mesma música. "Seu Arseno", como era chamado, tinha uma oficina de reparos  de utensílios domésticos, ferramentas, arreios e bicicletas nas cercanias do morro. Até mesmo fundo em garrafa o baiano colocava, garantem.  



Foto: Reprodução /Pintura de Santo Antonio utilizada nos festejos de antigamente.

Assim, a Rua da Grota teve, durante muito tempo, uma festa popular em homenagem a um santo popular. Santo Antonio, o guia espiritual do bairro, carrega a fama de ser casamenteiro e de encontrar objetos perdidos. Carrega também o Menino Jesus no colo, tal a intimidade que desfruta com Deus na tradição católica. Foi um padre agostiniano que se tornou seguidor de São Francisco de Assis a quem conheceu pessoalmente.  

Foto: Reprodução /Calçada de acesso à capela de Santo Antonio em Catalão.

A sua capela, no alto da colina, foi reformulada há pouco mais de uma década e ganhou inteiramente novas feições. Mas continua quase esquecida, bem ao lado dos trilhos da estrada de ferro, de frente para o vale do córrego Pirapitinga.  Santo Antonio é padroeiro de Lisboa, em Portugal, de Pádua na Itália e protetor da Rua da Grota em Catalão. 




Fonte: Luís Estevam e Academia Catalana de Letras


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