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★ NOSSA HISTÓRIA - Morro das Três Cruzes, um fragmento Rico da História Catalana.



Morro das Três Cruzes, de Cemitério de Crianças Pagâs, à Rodoviária e nos tempos atuais o Itego Labibe Faiad.



A Academia Catalana de Letras recorda que...


... A história do Morro das Três Cruzes é muito triste. O local era cemitério de crianças pagãs, de súplicas de moradores pelas chuvas, de procissões de lamentação e de cumprimento de promessas. A primeira cruz, bem grande, marcava a sepultura de uma menina que sofreu catalepsia e as duas outras foram levantadas em alusão ao calvário de Cristo. 

Calvário de Cristo representado na montanha do Gólgota em Jerusalém.

Quando Catalão ainda era uma cidadezinha espalhada ao longo do Pirapitinga, no século XIX, existiam dois morros que marcavam o relevo do vale. 

O primeiro mais se assemelhava a uma colina, situado ao norte, conhecido como Morro da Saudade. Pertencia às terras da fazenda Saudade de Jocelyn Gomes Pires. O fazendeiro, que foi intendente de Catalão, doou uma grande parcela de terreno para a paróquia, quando da construção da primeira capelinha de São João Batista. 

Isto porque, na virada do século, três cidadãos de Catalão, todos com o nome "João", resolveram fazer uma homenagem a São João Batista, custeando a edificação de uma ermida bem no alto do Morro da Saudade. A partir de então, o lugar ficou conhecido como Morrinho de São João.

A fazenda Saudade foi vendida ao imigrante italiano Antonio Salles que, aproveitando um imenso canavial cultivado por Jocelyn, implantou uma usina de açúcar cristal. A Usina Ipanema, cujos destroços ainda resistem no local, acabou dando nome ao bairro. Assim foi construído o cenário do Morrinho de São João.  


Antigas cruzes no alto do Morro das Três Cruzes em Catalão (1950).

No lado sul da cidade, existia também um morro, bem mais feio, com apenas uma grande cruz no alto e dezenas de pequenas cruzes espalhadas entremeio às pedras do lugar. 

O local era conhecido como Cemitério dos Anjos. Ali sepultavam as crianças pagãs que morriam antes dos sacramentos e muitas vezes ainda sem nome.

Conta a tradição oral que, no século XIX, uma menina de 6 anos de idade sofreu um ataque de catalepsia e a família a sepultou no Cemitério dos Anjos. Com o tempo, em conversas com pessoas mais esclarecidas, a família passou a acreditar que, de fato, a menina poderia ter sofrido apenas um forte ataque de catalepsia e que não falecera.


Cruzes de madeira que não resistiram às queimadas no cerrado.

Para amenizar a dor familiar, ergueram um imenso cruzeiro no seu túmulo e frequentemente faziam orações e procissões no local. Bem no início do século passado, por iniciativa de um padre, foram erguidas mais duas cruzes no cume do morro lembrando o calvário de Cristo. 

Tornou-se um lugar sagrado, de orações e súplicas dos moradores. Quando a seca assolava a região, a população subia o Morro das Três Cruzes conduzindo latas d'água, em procissão e promessas. 

De resto, as encostas do morro eram utilizadas para exercícios militares do Tiro de Guerra de Catalão, também para encontro reservado de namorados e, dizem, para reuniões clandestinas do partido comunista catalano.
Com a expansão urbana, depois da metade do século, as encostas do Morro das Três Cruzes passaram a ser habitadas, principalmente no lado oposto do Pirapitinga, onde o aclive é bem mais suave.

No final da década de 1970, a prefeitura aplainou o cume do morro e construiu uma rodoviária no alto. O prefeito mandou fazer três cruzes de metal, com iluminação elétrica, mas que logo foram danificadas pelas chuvas. Por um pequeno tempo, o cenário ficou bonito à noite, com as cruzes luminosas, lembrando os moradores do antigo Cemitério dos Anjos no alto do Morro das Três Cruzes.
Na década de 1980, a prefeitura retornou com as cruzes de madeira que, dessa feita, não resistiram às queimadas naquele cerrado.


Antiga rodoviária no alto do Morro das Três Cruzes em Catalão.
Com a construção de um novo terminal, a antiga rodoviária foi desativada no Morro das Três Cruzes dando lugar à construção do belo edifício do Itego.


Prédio do Itego no alto do Morro das Três Cruzes em Catalão.

No entanto, as três cruzes desapareceram ou ficaram perdidas no meio do cerrado, sendo impossível a sua localização à distância.  

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