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★ NOSSA HISTÓRIA - A violenta briga política que marcou a história catalana.

Foto panorâmica de Catalão, tirada em 1892 pela Expedição Cruls.

A rivalidade política entre Paranhos, de um lado, Ayres e Andrade, de outro, foi o estopim das desavenças.
  

A Academia Catalana de Letras recorda que: 

O final de ano mais triste de Catalão foi em 1897. Naquela ocasião, algumas famílias passaram o Natal e o Ano Novo de luto, enquanto outras choravam a prisão de entes queridos na cadeia da cidade, onde sofriam pesadas torturas.  

A violenta briga política envolveu, direta e indiretamente, membros das famílias Paranhos, Ayres, Andrade, Cunha, Costa, Cândido, Cerqueira, Estrela e Calaça, entre outras. Com os frequentes tiroteios, até os moradores mais simples se aquietaram temerosos.  

A rivalidade política entre Paranhos, de um lado, Ayres e Andrade, de outro, foi o estopim das desavenças. Tudo tivera início cinco anos antes, quando um desentendimento político acabou em um longo tiroteio, forçando a família Paranhos a sair de Catalão e provisoriamente instalar -se na zona rural do município.  

Os líderes políticos (Senador Antonio Paranhos, Coronel José Maria Ayres e Capitão Carlos de Andrade) tornaram-se inimigos mortais. Mas, na cidade, residiam na mesma rua, quase de frente um para o outro. A casa dos Paranhos ficava de um lado, a Casa dos Andrade no lado oposto e uma das casas dos Ayres ladeava a Farmácia Felicidade que, na época já existia no mesmo lugar em que se localiza atualmente.  

Odios e rivalidades cresciam dia a dia entre tais vizinhos. Nos confrontos, os tiros partiam das janelas, portas e quintais das próprias residências, com a participação de jagunços e familiares.  

Em 30 de novembro de 1897 a situação se agravou de vez. O velho senador Paranhos, ao passar em frente à casa do Capitão Carlos de Andrade, foi abatido com três tiros disparados por jagunços postados nas janelas. Caiu de joelhos, morrendo ali mesmo na rua de terra, quase na porta de sua residência. Seguiu-se um tiroteio cerrado, por mais de dois dias, fazendo feridos de ambos os lados. 

Na segunda noite, para sepultar o senador assassinado, tiveram que pular os muros, pelos fundos do quintal, até o velho cemitério (hoje, Praça Duque de Caxias). 

Naquela mesma noite caiu um forte aguaceiro e o capitão Carlos de Andrade conseguiu fugir com família e jagunços pelo seu quintal que dava para o córrego Pirapitinga. Mas, uma semana depois foi localizado em uma fazenda perto de Piracanjuba. Preso, foi trazido, juntamente com seu filho e um jagunço, de volta para Catalão, pelo major Felipe Estrela, militar casado com uma neta do senador Paranhos.

Amarrado a seu cavalo, com uma corda no pescoço, o capitão Carlos de Andrade foi arrastado a pé, por quase trinta léguas, nas piores condições. 

Em Catalão foi encarcerado em 17 de dezembro e torturado durante o período do Natal, Ano-Novo e o mês de janeiro todo. Até que, numa madrugada de fevereiro foi executado pelos homens do major Felipe Estrela, quando tentava fugir da cadeia de Catalão.  

Sofreu muito o capitão Carlos de Andrade e ainda teve o seu corpo sepultado do lado de fora dos muros do cemitério por ordem de membros da família Paranhos.  

Foi um período muito violento em que vários cidadãos catalanos, de uma forma ou de outra, foram também vitimados. 

Fatos lamentáveis em que todos saíram perdendo. 

(Luís Estevam)

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