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★ Microempreendedores apostam em aplicativos para crescer: 76% usam WhatsApp em SP

Professor da FEA-USP diz que tecnologia facilita relação com clientes e gestão administrativa. Relatório Ebit e Nilsen aponta que faturamento do comércio eletrônico cresceu 12% em 2018.

Eletricista por formação, Vagner Oliveira dos Santos trabalhava em uma empresa na capital paulista com carteira assinada e benefícios, quando conheceu um aplicativo que coloca em contato quem precisa de um serviço e quem sabe realizá-lo.  Após um período de experiência fazendo reparos em imóveis aos finais de semana e horários de folga, Santos decidiu trabalhar exclusivamente como “marido de aluguel”. Agora, o eletricista estima faturar o dobro do salário que recebia.  “Eu faço de tudo: serviços de hidráulica, elétrica, montagem de móveis. Mas, o que mais faço pelo aplicativo são serviços rápidos, que são possíveis de ser revolvidos em um dia. Hoje, só trabalho com o aplicativo. É muito mais viável e o retorno é maior”, diz.  

Assim como Santos, cada vez mais pequenos e micro empreendedores paulistas têm a tecnologia como aliada aos negócios. Pesquisa realizada pelo Sebrae no ano passado aponta, por exemplo, que 76% deles usam o WhatsApp para se comunicar com os clientes.  “O contato é muito mais rápido e prático. O aplicativo é importante, mas ter uma máquina de cartão também ajuda muito, porque nem todo cliente tem dinheiro em mãos ou consegue sacar. A gente precisa acompanhar a evolução em todos os sentidos”, afirma.



No aplicativo usado pelo eletricista, o cliente descreve qual a necessidade, de acordo com o tipo de serviço, que varia de reformas para casa a consertos em geral, assistência técnica de eletrônicos, edição de fotos, consultoria jurídica e até aulas de dança ou idiomas.  Depois, o usuário precisa informar o endereço e um número telefone. Em poucos minutos os prestadores de serviço mais próximos são acionados e entram em contato, apresentando os orçamentos. É possível refazer a busca quantas vezes quiser.  “Quando estou na casa da minha namorada em Ribeirão Preto, habilito esse endereço. Então, o aplicativo começa a buscar serviços em um raio de 15 quilômetros. Em São Paulo, coloco o endereço da casa da minha mãe. Nunca fico parado, sempre tem trabalho”, diz. 




O mesmo levantamento do Sebrae aponta que 87% de micro e pequenas empresas têm acesso à internet. Além disso, WhatsApp e Facebook são as ferramentas mais usadas por elas, não só para divulgar serviços, mas também para estreitar a relação com clientes.


Foi assim que a confeiteira Isabela Lepera conseguiu aumentar a venda de cupcakes em 37% no último ano. Advogada por formação, Isa conta que sempre gostou de fazer doces para familiares e amigos, mas a dedicação exclusiva ao negócio ocorreu há dois anos.  “Eu fazia cupcakes para vender, mas como hobby. Trabalhei em escritório de advocacia em Franca e em Ribeirão, sempre conciliando com os cupcakes. Em 2016, percebi que eles faziam mais parte da minha vida. Hoje, os doces são a minha principal fonte de renda”, afirma.  Ao mesmo tempo em que os cupcakes, biscoitos, donuts e brownies ganhavam popularidade, o negócio de Isa também crescia. Consequentemente, o tempo na cozinha aumentou e a confeiteira passou a utilizar a tecnologia para facilitar o contato com os clientes. 



Em vez de atender ligações ou usar o próprio perfil nas redes sociais para receber pedidos, Isa passou a usar o WhatsApp Business. A ferramenta oferece mais recursos em comparação ao aplicativo comum, usado pela maioria das pessoas.
Professor da Faculdade de Economia, Administração de Empresas e Contabilidade em Ribeirão Preto (FEA-USP), Ildeberto Rodello destaca que o crescimento do comércio elétrico e do uso da tecnologia pelas empresas é um caminho sem volta.  O relatório Webshoppers 2019, realizado pela Ebit e Nilesen, comprova a afirmação: apesar de o ano passado ter sido turbulento devido às eleições, alta do dólar e greve dos caminhoneiros, o comércio eletrônico faturou R$ 53,2 bilhões, 12% a mais do que em 2017.

Ainda segundo o Webshoppers 2019, 58 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra online no ano passado. Também pudera, sete em cada 10 consumidores já possuem um smartphone, segundo o levantamento. No ano retrasado, o índice era de 63%.  Especialista em tecnologia e sistemas de informação aplicados a negócios, Rodello afirma que o uso de ferramentas gratuitas entre microempreendedores pode facilitar não só a captação e o contato com os clientes, mas, principalmente, a gestão administrativa.  “Organizar melhor o dia a dia de trabalho, a parte financeira, a emissão de notas, os relatórios de entradas e saídas, o controle de estoque. Entre as grandes empresas, isso é quase que obrigatório, até por questões legais”, destaca.

E foi justamente pensando na praticidade da gestão do negócio, que o barbeiro Thiago Pajola aposentou a agenda de papel e contratou uma plataforma online que possibilita ao cliente escolher os serviços e marcar o próprio horário, conforme a disponibilidade no calendário.  “Praticamente ocupa o lugar de um profissional, uma secretária. Eu teria que contratar uma secretária, com todos os encargos, e a plataforma vai custar no ano entre R$ 500 e R$ 700. A ferramenta também evita equívocos no agendamento dos clientes”, explica.  Assim como a maioria dos empreendedores, Pajola também mantém perfis da barbearia nas redes sociais para captar clientes, aumentar o engajamento e divulgar serviços. As facilidades da tecnologia levaram o barbeiro a buscar uma plataforma online ainda mais avançada.  “Eu tenho todo o procedimento de agendamento, além do controle de produtos, entrada e saída, custo, contas particulares e fixas. Nas datas comemorativas, o sistema envia mensagem automática para os clientes, avisa sobre o próximo corte de cabelo. Enfim, a tecnologia se tornou indispensável”, finaliza.

Fonte: G1

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